Em entrevista recente ao site Vanity Fair, a colunista Rebeca Ford, entrevistou Evan Peters e Billy Porter. Confira a entrevista traduzida abaixo, e ela em inglês clicando aqui.

Em Reunited, o Awards Insider apresenta uma conversa entre dois indicados ao Emmy que colaboraram em um projeto anterior. Aqui, falamos com a estrela de Pose, Billy Porter, e Evan Peters de Mare of Easttown, que j√° trabalharam juntos na primeira temporada de Pose e American Horror Story: Apocalypse.

Billy Porter atende a chamada Zoom com uma miss√£o: certificar-se de que Evan Peters est√° bem. Porter est√° preocupado porque sabe que Peters est√° atualmente filmando a s√©rie Monster da Netflix, na qual ele interpreta o assassino em s√©rie Jeffrey Dahmer. ‚ÄúS√≥ quero ter certeza de que voc√™ est√° se cuidando‚ÄĚ, diz Porter. ‚Äú√Č um espa√ßo escuro.‚ÄĚ

Peters insiste que sim. Mas o tema da sa√ļde mental e o custo de trabalhar em projetos de peso permanece uma linha central na conversa da dupla sobre seus pap√©is indicados ao Emmy. Porter, de 51 anos, √© candidato a sua terceira indica√ß√£o por interpretar Pray Tell em Pose (ele venceu em 2019), enquanto Peters, de 34, recebeu sua primeira indica√ß√£o ao Emmy este ano por estrelar Mare of Easttown da HBO como o Detetive Colin Zabel. Os dois se conheceram como estrelas na primeira temporada de Pose da FX, em que Peters interpretou Stan Bowes, um homem de fam√≠lia que tem um caso secreto com Angel [Indya Moore], que o apresenta √† cena do baile de Nova York.

Ambos os atores são indicados para papéis que os catapultaram para uma nova esfera de fama, aclamação da crítica e poder Рe Porter, especialmente, não tem planos de desperdiçar nada disso.

Vanity Fair: O que vocês lembram da primeira vez que se encontraram? Presumo que tenha sido para a primeira temporada de Pose?

Billy Porter: A primeira vez que nos encontramos foi nos primeiros dias de filmagem. Estávamos em algum lugar realmente remoto no Brooklyn ou no Queens. Acho que você estava filmando uma cena de píer e acho que estava lá para fazer uma prova de fantasia ou algo assim, mas você saiu do trailer e eu me apresentei porque estava assistindo American Horror Story. Eu estava tão animado por estar no espaço de Ryan Murphy, porque Evan, você vem com pedigree, como se estivesse no universo Ryan Murphy por um tempo. E uma das coisas que adorei em Ryan Murphy antes mesmo de começar a trabalhar com ele é que reconheço que ele tem um componente de lealdade muito poderoso e importante.

E ent√£o ver voc√™ naquele dia e v√™-lo no programa e saber que voc√™ estava na fam√≠lia, foi como, “Oh, eu estou na fam√≠lia, como se esta fosse a fam√≠lia que eu queria estar.” Falei isso para o universo, coloquei Ryan Murphy no meu quadro de vis√£o, estou aqui. Eu n√£o tive nenhuma cena com voc√™ e isso foi triste para mim, porque eu s√≥ acho que voc√™ √© um ator extraordin√°rio.

Evan Peters: Obrigado Billy, obrigado.

Porter: Eu vou dizer, estava na hora! Porque você está trabalhando nisso há muito tempo, você está nas trincheiras há muito tempo e você é um daqueles atores que sempre me surpreende porque você desaparece. Não tive a oportunidade de desaparecer, acho que poderia.

Peters: Você definitivamente poderia.

Porter: Acho que sim. Estou ansioso pela oportunidade de fazer algo assim. Fale comigo sobre como foi receber uma indicação ao Emmy. Qual é a sua relação com os prêmios?

Peters: Obrigado por todas as palavras gentis, √© incr√≠vel vindo de voc√™. Quando se trata do Emmy, me sinto honrado. √Č realmente uma sensa√ß√£o incr√≠vel, ent√£o estou muito animado. Espero que possamos ir √† cerim√īnia e todos comemorar, porque acho que vai ser muito divertido.

Porter: Foi minha primeira vez l√° em 2019, e o que adoro na temporada de premia√ß√Ķes √© que nos d√° a oportunidade de comemorar uns aos outros. Isso √© o que o torna divertido para mim. Isso √© o que o torna n√£o t√£o pressurizado porque pode realmente parecer muito pressurizado, pode parecer muito com uma panela de press√£o.

VF: Evan, como Billy mencionou, é hora de você ser reconhecido por seu trabalho neste nível. Você acha que seu papel em Mare of Easttown o jogou em um campo de jogo diferente?

Peters: Acho que sim. Trabalhar com Kate Winslet foi um desafio Рeu realmente acho que ela é uma das melhores atrizes de todos os tempos. Então você imediatamente tenta melhorar seu jogo. E Horror Story é às vezes um show muito fantástico, você pode crescer, você pode se divertir com ele. Parecia que eu realmente precisava diminuir o tom de tudo e ficar mais fundamentado e canalizar de onde vim, St. Louis, Missouri e aquela pequena cidade, e tentar torná-lo o mais real e natural possível. Isso foi algo que todos nós conversamos no início da série, então eu estava animado para fazer isso.

√Č um papel interessante porque foi escrito de uma forma um pouco diferente do que acabamos fazendo com ele, e houve oportunidades de adicionar humor e todo tipo de coisa que eu n√£o sabia se ia funcionar, pousar ou se ia ser rid√≠culo perto da Sra. Winslet. Foi definitivamente assustador.

Porter: Algumas pessoas do círculo interno me disseram que você é meio que um ator de Método. Isso é verdade?

Peters: Ainda estou tentando entender o que isso realmente significa, mas acho que sim. E provavelmente a razão pela qual eu não me lembrei especificamente do dia em que nos conhecemos é porque eu provavelmente estava usando fones de ouvido com minha peruca maluca e pensando em Angel e a esposa e filhos [de Stan], então tento permanecer nisso o máximo tanto quanto eu posso porque acho muito difícil entrar e sair dele. Algumas pessoas são fantásticas em entrar e sair disso e eu tenho tanta inveja disso. Mas sim, eu tento permanecer nisso papel o máximo que posso. Então eu acho que isso pode ser considerado um método de certa forma.

Porter: A √ļnica raz√£o de eu trazer isso √† tona √© porque, em minha mente, um ator do M√©todo √© como as hist√≥rias que eu ou√ßo sobre pessoas que dizem ‚Äúvoc√™ tem que me chamar pelo nome do meu personagem entre as filmagens. E eu nunca quebro o personagem e, mesmo quando estou comendo, estou no personagem.‚ÄĚ Ent√£o, na minha mente, ser um ator do M√©todo √© isso, ent√£o eu n√£o acho que sou um ator do M√©todo.
Mas então, eu estava tendo uma conversa com meu marido, que teve que viver comigo interpretando várias coisas. Especificamente, fiz uma peça chamada Shuffle Along na Broadway com George C. Wolfe, onde interpretei um homem negro gay nos anos 20. E então aqui estou eu interpretando Pray Tell e estou realmente revivendo um trauma que eu realmente vivi. E então, como nas duas primeiras temporadas, eu não tinha consciência de que estava sendo acionado porque estava muito feliz que alguém estava me vendo como ator e me dando uma oportunidade que não era um espaço fácil de encontrar.

Peters: Voc√™ est√° trazendo algo que eu queria te perguntar, porque seu desempenho em Pose √© t√£o profundo e √© voc√™ mesmo, Billy. Voc√™ tem tantas conex√Ķes com Pray Tell que fiquei curioso sobre voc√™ lendo algumas coisas dizendo: “Posso n√£o ser capaz de parar qualquer emo√ß√£o que estou sentindo depois que a c√Ęmera corta.” Ent√£o, eu estava curioso para saber como isso foi para voc√™ e como voc√™ procedeu com esse processo na √ļltima temporada.

Porter: Bem, nas duas primeiras temporadas eu não estava consciente da necessidade de cuidar de mim mesmo. Eu não sabia que isso era uma coisa. E então você adiciona a camada de ser catapultado para o crossover mainstream de celebridade para um homem queer negro que foi literalmente dispensado da conversa desde o primeiro dia. Então, aqui estou eu com todas essas coisas acontecendo simultaneamente e minha vida pessoal estava entrando em colapso. E eu não estava entendendo porque, eu não conseguia entender como consertar.
Este lockdown do COVID foi realmente profundo desta vez porque fui capaz de voltar √† terceira temporada compreendendo o equil√≠brio, os limites e o autocuidado. Eu nem sabia que deveria ter equil√≠brio e limites. Como esse neg√≥cio √© t√£o abrangente, voc√™ deve dar mais de 100% o tempo todo. O que eu estava fazendo antes disso era insustent√°vel. Agora, eu sei quando dizer n√£o. Indo para o trabalho no segundo epis√≥dio, terceira temporada, quando estou terminando com Ricky, agora sei que posso dizer ao diretor: ‚ÄúVoc√™ tem tr√™s tomadas. Eu n√£o posso fazer isso mais do que tr√™s vezes. E eu vou dar a voc√™ por completo. Portanto, configure essas c√Ęmeras e capture o desempenho. ‚ÄĚ

Peters: E ele fez.

Porter: E ele fez. E √© por isso que eu queria falar sobre a s√©rie Monster e apenas ter certeza de que voc√™ est√° se cuidando. Esse era meu maior objetivo, quando descobri que iria falar com voc√™, pensei, “Eu s√≥ quero ter certeza de que ele est√° cuidando de si mesmo”, porque esse √© um lugar sombrio.

Peters: Obrigado, sim. Eu realmente agradeço isso. Eu estou bem. Uma coisa que você disse foi sobre equilíbrio. Equilíbrio, é tão difícil neste negócio porque é abrangente e tudo ou nada e é realmente difícil manter uma vida pessoal e um estado de espírito saudável e cuidado consigo mesmo quando você está tentando dar 120%. Então, sim, a pandemia me ensinou isso também.

Porter: √Č realmente uma jornada constante. Estou dirigindo meu primeiro longa-metragem agora e n√£o sei se teria sido capaz de ter a presen√ßa que tenho e me sentiria t√£o confort√°vel e seguro quanto me sinto se j√° n√£o tivesse feito isso. E tamb√©m ser capaz de falar com est√ļdios e falar com executivos e ter tudo vir para mim e literalmente ficar bem, como se eu n√£o tivesse quebrado e eu n√£o sinto que vou.

Peters: Você tem uma confiança incrível que eu adoro. Você pode ver na tela e, obviamente, vê-lo pessoalmente.

Porter: Bem, voc√™ √© muito doce e metade disso √© um estratagema, e eu digo isso de verdade. Eu sa√≠ na capa de uma revista em 19 de maio como HIV positivo – a vergonha que carreguei comigo por 14 anos que sabia que era debilitante. E uma semana antes de ser lan√ßado, pensei: ‚ÄúUau, consegui me controlar todo esse tempo. Eu consegui sobreviver e existir sob a nuvem da vergonha por toda a minha vida. Agora acabou. Imagine o que posso fazer agora!‚ÄĚ Sim, havia uma confian√ßa de que fui capaz de retratar na frente e agora est√° realmente baseada em algo real. Isso √© recente.

VF: Billy, já que você mencionou aquela história que sairá em maio, estou curioso, como foi depois que ela foi lançada para você, porque eu sei que você disse que não tinha realmente contado para tantas pessoas publicamente, ou nem mesmo importava em esse ponto?

Porter: Nesse ponto, não importa. Eu realmente sinto que o próximo capítulo da minha vida será algo que eu nunca poderia ter imaginado, e eu tive grandes sonhos minha vida inteira. Pose e todas essas coisas me ensinaram a sonhar o impossível. Isso era o que eu não estava fazendo, não estava sonhando com o impossível. Eu estava sonhando baseado em merdas que já tinha visto. Eu só estava tentando ser um médico fabuloso e atrevido em um programa de Shonda Rhimes. Não achei que pudesse mudar a narrativa completamente, ser o primeiro de algo.

Peters: Eu estava curioso sobre o epis√≥dio quatro de Pose, em que voc√™ volta para sua m√£e e conta a ela sobre seu status sorol√≥gico, e vai √† igreja e voc√™ canta uma m√ļsica que me deu arrepios. Voc√™ veio at√© o Ryan com essa ideia para o epis√≥dio?

Porter: Bem, a coisa inteligente sobre Ryan √© que ele vem at√© n√≥s. Ele literalmente me perguntou: ‚ÄúCom Pray Tell, o que voc√™ quer dizer? Qual seria a principal coisa que voc√™ gostaria de dizer? ‚ÄĚ E eu disse: ‚ÄúPreciso falar sobre a rela√ß√£o entre a comunidade LGBTQ+ e a igreja negra‚ÄĚ. Eu cresci na igreja negra pentecostal. A religi√£o √© feita pelo homem, a espiritualidade √© divina. E n√£o estou falando apenas com os negros agora, estou falando com todo o kit e caboodle. Pare de usar sua B√≠blia como arma para justificar seu √≥dio! O que eu disse a eles foi: “N√£o se trata de arrastar a igreja, n√£o se trata de arrastar a religi√£o. Ganhei muita merda boa com isso.” Eu sou o ser humano que sou porque cresci na igreja e o outro lado disso √© que √© hora de pessoas como eu responsabilizarem esses filhos da puta. E eu serei o √ļnico a responsabilizar voc√™, e agora eu tenho uma plataforma para fazer isso de uma maneira importante. Isso √© poder. Isso √© mudan√ßa. Como artista, isso √© tudo que eu sempre quis fazer.

Peters: Parece que você nasceu para desempenhar esse papel.

Porter: Obrigado. Uma das cenas que foi mais poderosa para mim foi aquela cena de jantar que você fez com Indya [Moore] onde você fala sobre a bravura da comunidade. Entrando nisso, você tinha algum conhecimento sobre esta comunidade? Estou apenas interessado porque você me parece uma pessoa muito aberta e presente, mas não alguém que necessariamente teria estado neste mundo.

Peters: N√£o, eu estava entrando nisso com a mente e o cora√ß√£o abertos para tentar aprender e compreender a comunidade. Eu nunca tinha visto Paris is Burning. Ryan me apresentou ao document√°rio. Eu n√£o sabia nada sobre os bailes ou sobre Nova York naquele per√≠odo. Concordo com aquela cena na lanchonete em que digo: “Voc√™ est√° disposto a viver sua verdade e ser quem voc√™ √©, apesar de como a sociedade o trata.” √Č t√£o verdade. Isso √© exatamente o que Pose √©, √© um show sobre autenticidade e ser quem voc√™ √©, apesar disso. Stan estava sempre fazendo coisas para tentar agradar e fazer o que a sociedade pensava ser a coisa certa. Sempre me senti incrivelmente fraco. Vi a for√ßa, a confian√ßa, a pureza, a autenticidade e a verdade de dizer: ‚ÄúEste sou eu, dane-se o mundo‚ÄĚ. Aprendi muito sobre mim mesmo e as coisas que fa√ßo em uma escala muito pequena, simplesmente inaut√™nticas. Ent√£o, isso me mudou, estar no show.

VF: Algo que Billy disse me deu vontade de fazer mais uma pergunta antes de encerrarmos. Você estava falando muito sobre seus sonhos e oportunidades, então estou curiosa sobre vocês dois, o que ainda resta nas suas listas de tarefas?

Porter: Estou interessado em empreendedorismo criativo porque eu entendo, como um homem negro queer, que se eu quiser fazer uma coisa, terei que ter o poder para fazer isso. Eu mesmo terei que ter energia de iluminação verde. Terei que ser o líder de algo, assim como Ryan Murphy tem sido um líder em nosso ramo. Seja defendendo narrativas queer ou voltando para todas as velhas divas e regenerando todas as suas carreiras.

Peters: Eu gostaria de tentar dirigir um dia. Eu realmente acho que seria um desafio incrível e divertido ocupar aquele lugar. E fora isso, basta trabalhar com grandes atores. Billy, adoraria trabalhar com você de novo.

Porter: Quer eu esteja dirigindo você ou trabalhando juntos, você está na lista, baby!

Peters: Legal. Obrigada. Sim, esses são meus sonhos, apenas continuar trabalhando com ótimas pessoas.

Porter: Estou tentando fugir, n√£o vou mentir. Ou√ßa, estou aqui dirigindo este filme em Pittsburgh, minha cidade natal, e conheci um desenvolvedor, e penso: “Estou prestes a fazer algumas merdas do Tyler Perry em Pittsburgh e abrir meu pr√≥prio est√ļdio.” Por que n√£o? Pittsburgh √© como a Vancouver da Am√©rica. Por que ir para o Canad√° quando voc√™ pode simplesmente vir para Pittsburgh?

VF: Estou ansioso para o império Billy Porter.

Porter: Querida, estou tentando construir um império! E você faz parte do império, Evan Peters. E você vai adorar Pittsburgh, seja lá o que for que eu trouxe você para estrelar. Você vai adorar, é ótimo.

Fonte: The Wrap

Embora possa ter sido um choque para os telespectadores, aquela bomba no final do enervantemente tenso quinto epis√≥dio de “Mare of Easttown” n√£o foi um choque para Evan Peters. (Definitivamente volte a esta mat√©ria mais tarde se voc√™ n√£o est√° a par do drama da HBO.) Depois de seu cativante e atencioso detetive Colin Zabel, finalmente ganhar a aprova√ß√£o de sua parceira experiente Mare (Kate Winslet), completando com caf√© juntos e um primeiro encontro particularmente complicado, Ele alcan√ßa sua posi√ß√£o de her√≥i quando a dupla finalmente, chega a um esquisit√£o (Jeb Kreager) que eles suspeitam estar por tr√°s do desaparecimento de, pelo menos, uma jovem de Delco (Delaware County, na Pensilv√Ęnia). Corte para um ma√ßo de cigarro Winston (uma pista chave), uma troca de olhares tensa, uma puxada de armas e antes que voc√™ pudesse dar um gole de seu caf√©… Colin Zabel foi morto de repente e cora√ß√Ķes em todo o pa√≠s foram machucados para sempre.

“Foi √≥timo ver um come√ßo, meio e fim para o arco do personagem, mas dizer adeus a Kate e o elenco e todos os outros foi muito triste”, disse Peters. E essa reviravolta chocante, for√ßou os espectadores tamb√©m a aceitar o fato de que Colin, de fato, n√£o estaria na lista de poss√≠veis assassinos da hist√≥ria principal de uma jovem m√£e (Cailee Spaeny) encontrada morta dentro de um riacho. “Eu tenho um pouco da coisa do arenque (peixe) vermelho, eu era como um alarme”, disse Peters com uma gargalhada. Mas quem poderia culpar um espectador por pensar tanto, especialmente do companheiro que uma vez interpretou Jim Jones, David Koresh e Charles Manson, tudo na mesma temporada de “American Horror Story”?

“Foi uma boa mudan√ßa entrar em algo um pouco mais realista”, disse Peters. “Originalmente, t√≠nhamos falado sobre o Colin ser mais convencido, fazer truques enquanto jogava sinuca, e eu n√£o tinha certeza se chegar√≠amos ao n√≠vel Tom Cruise em “cor do dinheiro”. Mas sempre soubemos que ele ia morrer. quer√≠amos que sentisse por ele e n√£o voc√™ n√£o iria sentir se ele fosse t√£o arrogante.‚ÄĚ O tipo “filhotinho abandonado” de Colin tamb√©m permitiu que o ator utilizasse um “a arte imita a vida” j√° que ele tentava impressionar a vencedora do Oscar, colega de elenco, especialmente em uma longa cena de bar com Winslet em que o embriagado Colin abre-se sobre um encontro com o ex-noiva naquele dia ‚ÄĒ tudo em um sotaque Delco totalmente cr√≠vel, e nada menos.

“Eu queria amplific√°-lo e realmente me divertir com o sotaque, porque quando voc√™ est√° chateado ou em um lugar vulner√°vel, o sotaque definitivamente sai mais”, disse ele. “E ent√£o eu tive que mant√™-lo por seis ou sete meses quando entramos em quarentena (para a pandemia).‚ÄĚ

O veterano de “Pose” e “X-Men” tamb√©m se dedicou √† pesquisa, devorando document√°rios de crime da Netflix e epis√≥dios de “The First 48”, bem como a “Sex-Related Homicide and Death Investigation” de Vernon J. Geberth.‚ÄĚ Peters descreveu o livro como “basicamente um livro de detetive com excelentes estudos de caso e Descri√ß√Ķes ‚ÄĒ na vida real, este trabalho √© muito baseado em portf√≥lio e casual, muito diferente do que voc√™ v√™ na maioria dos filmes.‚ÄĚ

O ator tamb√©m conseguiu participar de um passeio bastante modesto na Pensilv√Ęnia, onde a a√ß√£o policial que ele conseguiu ver incluiu “desbloquear a porta do carro de algu√©m, uma crian√ßa de 16 anos de idade dirigindo com sua m√£e que cortou um espelho da janela e um S√£o Bernardo perdido. √Č uma vida de cidade muito pequena, muito humilde e p√© no ch√£o. Muita gente fazendo coisas reais para sobreviver.‚ÄĚ

Peters est√° atualmente trabalhando simultaneamente em dois projetos, a nova temporada de “American Horror Story “e o papel de t√≠tulo em “Monster: The Jeffrey Dahmer Story” de Netflix. Esses trabalhos marcam um fim tempor√°rio para sua continuidade em interpretar personagens facilmente relacion√°veis, mas eles continuam um tema comum, j√° que ele tamb√©m filmou a secreta “WandaVision” da Marvel enquanto filmava Mare. “Foi hil√°rio”, disse ele. “Eu realmente era trazido para (“WandaVision”) em uma capa e um guarda-chuva. Mas √© t√£o emocionante que as pessoas adoram ambas as s√©ries. √Č muito bom trabalhar com pessoas que trazem a sua melhor jogada.‚ÄĚ

Fonte: E!

Mare of Easttown

Sim, Kate Winslet é incrível em tudo o que faz Рentão é realmente necessário um verdadeiro talento como Evan Peters para quase ofuscar uma vencedora do Oscar. Ainda estamos abalados com a morte prematura do Detetive Colin Zabel (Peters) (e foi logo depois que ele convidou Mare de Winslet para um encontro!), Mas apenas adicione isso às muitas reviravoltas da série chocante da HBO. Nós somos stan de Zabel, vivo ou morto.

 

WandaVision

Pietro est√° de volta! Wanda (Elizabeth Olsen) ficou maravilhada ao ver seu g√™meo Pietro Maximoff (Peters) aparecer em seu mundo de sonho. No entanto, seu irm√£o n√£o era o que parecia – na realidade, a reencarna√ß√£o de Pietro era apenas o vizinho Ralph Bohner sob controle mental – mas seu doce reencontro foi mais emocionante gra√ßas √† atua√ß√£o dedicada de Peters. Os f√£s do Multiverso Marvel podem ter ficado desapontados porque o elenco n√£o foi um Easter egg para o Merc√ļrio de ‚ÄčX-Men‚Äč‚Äč (est√° tudo bem se voc√™ est√° confuso tamb√©m), mas certamente o queremos de volta se houver uma segunda temporada de WandaVision. E n√£o, esta n√£o √© a primeira vez que Peters interpreta um homem morto que volta √† vida…

 

Xmen

Por falar em¬†X-Men, ele¬†come√ßou a interpretar o Merc√ļrio de fala (e movimentos) r√°pidos em 2014. Seus gracejos ir√īnicos e entrega impass√≠vel apenas lembraram aos f√£s que Peters √© secretamente um comediante – mas ele realmente pode fazer tudo, mesmo na velocidade da luz.

 

American Horror Story

Tudo bem, verdade seja dita, achamos que Tate Langdon era um gostoso. N√£o porque ele era um assassino (qual √©, n√£o somos¬†t√£o¬†malucos aqui), mas porque a atua√ß√£o de Peters foi emocionalmente envolvente. Desde a primeira temporada de¬†American Horror Story¬†em 2011, Peters ficou cada vez melhor… tanto como ator quanto como gostoso.

 

…Por uma d√©cada assustadora inteira

Ele até faz o garoto da fraternidade parecer fofo! O  crossover de AHS 8 não foi páreo para o morto-vivo Kyle Spencer.

 

Pose

O ator¬†se reuniu com o produtor da¬†AHS¬†,¬†Ryan Murphy,¬†para a s√©rie da FX¬†Pose,¬†ambientada na cena da moda de sal√£o de baile de Nova York dos anos 80. Embora Peters n√£o conseguisse se identificar com seu personagem Stan, ele nos fez desmaiar novamente durante uma entrevista √†¬†GQ , durante a qual chamou o papel de “desolador”. Ele passou a chamar a s√©rie de “uma enorme experi√™ncia de aprendizado” trabalhando com a comunidade transg√™nera. ‚Äú√Č uma comunidade incrivelmente forte e tiveram que lidar com problemas muito maiores do que qualquer coisa que eu j√° tive‚ÄĚ, continuou Peters. “Isso s√≥ me fez mais humilde.”

 

American Animals

Baseado em um verdadeiro roubo de livro raro,¬†American Animals¬†foi um filme aclamado pela cr√≠tica, mesmo que silencioso. Peters,¬†√© claro, rouba mais do que apenas livros da biblioteca em seu papel. Estamos falando sobre nossos cora√ß√Ķes, gente! N√£o √© de se admirar que ele tenha sido vinculado a mais de uma co-estrela do passado…

 

The Office

Foi apenas um epis√≥dio, mas sua presen√ßa na s√©rie ic√īnica¬†The Office¬†ainda vale um elogio. Peters se encaixou perfeitamente com Michael Scott (Steve Carrell) e sua equipe como o sobrinho est√ļpido de Michael que conseguiu um emprego por meio de (o que mais?) Nepotismo. Basta contar Peters entre as muitas outras participa√ß√Ķes especiais de celebridades¬†em¬† The Office! Talvez ele at√© apare√ßa em uma poss√≠vel reuni√£o.

 

Kick-Ass

Ele¬†foi apropriadamente chamado de Ass Kicker em¬†Kick-Ass 2, ap√≥s ser um ajudante de apoio no primeiro filme. Curiosidade: ele tamb√©m compartilhou o papel de Merc√ļrio¬†* verificando nossas anota√ß√Ķes sobre a hist√≥ria da Marvel *¬†com o¬†co-astro Aaron Johnson. Multiversos, cara.

 

One Tree Hill

Embora provavelmente não seja o personagem mais importante em One Tree Hill vamos combinar, definitivamente não РJack ainda marcou uma virada crucial na sexta temporada da série. Com pais adotivos, confrontos de armas e um enredo de melhor amigo que virou relacionamento amoroso de Sam (Ashley Walker), a temporada de Peters com certeza foi repleta de drama.

 

Sleepover

Finalmente, qualquer desculpa para mencionar o filme adolescente insanamente subestimado,¬†Sleepover. Esta foi sua segunda apari√ß√£o em um filme no mesmo ano em que estreou nas telas, e Peters interpretou um nerd adolescente irritante perfeitamente. Procure o n√ļmero de dan√ßa dele e voc√™ definitivamente n√£o se arrepender√°.

 

Fonte: Backstage

Evan Peters nos d√° os motivos de ser o ator de trabalho mais consistente de sua gera√ß√£o. E n√£o √© s√≥ gra√ßas a Ryan Murphy (mesmo que papeis recorrentes em ‚ÄúAmerican Horror Story‚ÄĚ e agora ‚ÄúPose‚ÄĚ n√£o sejam nada mal). Enquanto ‚ÄúPose‚ÄĚ, que se passa nos anos 80, estreia na FX em 3 de junho, Peters estrela primeiro em ‚ÄúAmerican Animals‚ÄĚ, de Bart Layton, que chega aos cinemas em 1 de junho. O filme sobre um crime verdadeiro que combina as habilidades de Layton como documentarista e justap√Ķe pessoas reais falando ao lado de um filme narrativo, liderado por Peters e Barry Keoghan. Eles interpretam Warren Lipka e Spencer Reinhard, respectivamente, que em dezembro de 2004 conduziram um assalto a um livro de US $ 12 milh√Ķes na Universidade da Transilv√Ęnia, em Kentucky. ‚ÄúAmerican Animals‚ÄĚ reinventa a prepara√ß√£o e as consequ√™ncias do crime, conforme contado a Layton pelos pr√≥prios criminosos.

 

Retratar uma pessoa real é diferente da ficção.

‚ÄúIsso √© real – √© uma hist√≥ria real. Ent√£o, sim, acho que voc√™ aborda isso de maneira um pouco diferente. H√° mais coisas que voc√™ tem que viver, obviamente, e um n√≠vel de realidade que voc√™ quer atingir. Voc√™ n√£o quer decepcionar os caras reais.‚ÄĚ

 

Apesar de ter acesso a Lipka, Peters n√£o teve permiss√£o para encontr√°-lo.

‚ÄúFoi t√£o estranho porque Bart foi muito inflex√≠vel para que n√£o fal√°ssemos com os caras reais, o que eu achei irritante. Fiquei t√£o bravo com isso que quebrei as regras e encontrei Warren no Twitter: ‘Por que voc√™ fez isso, cara!? Me d√™ a mercadoria! Me d√™ o suco!’ Queria saber como ele falava, como se movia. E maldito Bart n√£o queria que fiz√©ssemos isso. A raz√£o √© que ele queria distinguir entre o que era real e esse tipo de vers√£o de filme de fantasia que estava passando em suas cabe√ßas. Ent√£o, ele queria que embelez√°ssemos isso de uma forma.‚ÄĚ

 

Peters ainda faz aula.

‚ÄúEu amo aulas de atua√ß√£o. Eu acho que elas s√£o √≥timas. √Č como malhar na academia. √Č um √≥timo lugar para descobrir tudo o que est√° funcionando e o que n√£o est√° funcionando. Eles lhe dizem: ‘Isso √© errado’ ou, ‘Voc√™ est√° mentindo’ ou, ‘Isso √© uma besteira’ ou, ‘Voc√™ √© p√©ssimo’ ou, ‘Fa√ßa melhor’ Eles te dizem como fazer e ent√£o voc√™ fica tipo, ‘Ah, OK, isso √© muito melhor. √Č assim que eu fa√ßo.’ Eu amo isso.

 

Ouça Ryan Murphy: Energia gera energia.

‚ÄúUma coisa que aprendi √© – e at√© Ryan Murphy diz isso: energia gera energia. A certa altura, eu estava sendo muito pregui√ßoso. √Äs vezes, as coisas aconteciam naturalmente, e eu dizia, ‘Ah, isso √© √≥timo e est√° funcionando. Estou trabalhando. Isso √© incr√≠vel.’ E ent√£o, outras vezes, eu meio que esperava que algo acontecesse sem me aplicar tanto quanto deveria. √Č [sobre] encontrar aquele pequeno terreno de trabalhar duro, fazer a pesquisa, memorizar as falas, usar o tempo e colocar a energia. A√≠ descobri que comecei a trabalhar mais! Ent√£o era tipo, eu queria que algu√©m tivesse me chutado um pouco na bunda quando eu estava sendo um idiota na minha adolesc√™ncia.‚ÄĚ

 

Seu personagem de ‘Pose’, Stan, √© ‘complicado’.

‚ÄúStan est√° passando por muita coisa, e s√≥ piora progressivamente ao longo da temporada, ou fica mais interessante, mais complicado. Mas sim, √© dif√≠cil. Mas √© complicado. Voc√™ sabe, √© 1987 na cidade de Nova York. Ele √© de Jersey com sua esposa, Kate Mara, eles t√™m dois filhos e ele acabou de conseguir um emprego no escrit√≥rio do Trump sob o personagem de James Van Der Beek, Matt. Portanto, √© ele tentando escalar isso – tentando obter sucesso, poder e dinheiro. Ele est√° tentando fazer isso e, por causa disso, acho que h√° muita press√£o e estresse e ele nunca se sente confort√°vel em sua pele. √Č semelhante a ‘American Animals’, onde eles n√£o se sentem muito confort√°veis com o que foi dado a eles. ‘Porque estou fazendo isso? Isso n√£o parece com algo que eu faria. Isto √© rid√≠culo.’ √Č muito inaut√™ntico e ele se sente muito inquieto com isso. Ele meio que teve essa coisa dentro dele por um longo tempo, e meio que age sobre isso e vai ver o que √© e descobrir se √© algo que √© aut√™ntico e se √© verdade para ele. Porque ele est√° fazendo todas essas coisas por todo mundo, ent√£o ele fica tipo, ‘Deixe-me fazer algo por mim, finalmente – seja l√° o que for.’ E, infelizmente, √© muito doloroso para outras pessoas em sua vida.‚ÄĚ

Fonte: Collider

A série American Horror Story  da FX frequentemente brinca com nossos medos mais básicos, mas sua sétima temporada, American Horror Story: Cult, levou as coisas um passo adiante, para explorar o nível de intensa ansiedade que muitos experimentaram desde a eleição presidencial. Não importa de que lado você esteja particularmente, é fácil se relacionar e simpatizar com o sentimento de perda, confusão ou medo, e quando isso é usado intencionalmente para induzir o medo de forma muito eficaz, pode ser mais assustador do que qualquer entidade sobrenatural.

Durante esta entrevista individual por telefone com a Collider, o ator Evan Peters (que interpretou Kai Anderson, um jovem com problemas mentais que lidera um culto de seguidores que obedecem a suas ordens e que fez um trabalho incrível em todas as temporadas da série, até agora) falou sobre os desafios de AHS: Cult, o que foi dito a ele sobre seu papel, antes do início da temporada, como Ryan Murphy o desafiou, como ator, como a vida real às vezes pode ser mais assustadora do que o terror sobrenatural , de que forma ele abordou o papel de Kai e assumiu tantos personagens nesta temporada. Ele também falou sobre como foi legal para Simon Kinberg se tornar diretor de X-Men: Fênix Negra, e porque ele está animado em fazer parte da próxima série de Ryan Murphy para FX, Pose. Esteja ciente de que spoilers desta temporada são discutidos.

Collider: Você é um dos veteranos de American Horror Story, a esta altura, mas a cada temporada você ainda enfrenta novos desafios que eu acredito que você nunca poderia ter esperado ou imaginado. Antes do início desta temporada, o que Ryan Murphy disse a você sobre o tema da temporada e seu personagem? 

EVAN PETERS: A √ļnica coisa que ele me disse sobre a temporada, foi que eu seria o l√≠der de uma seita. Foi basicamente isso. Eu n√£o sabia nada sobre a pol√≠tica nisso tudo, e tamb√©m n√£o sabia que interpretaria todos aqueles personagens. Fiquei um pouco chocado com tudo isso.

Ryan Murphy reuniu a melhor família de atores de todos os tempos, e eu amo como ele tende a ver coisas em seus atores que nem eles conseguem ver em si mesmos. Em todo o tempo que você passou trabalhando e colaborando com ele, o que você aprendeu sobre você e do que é capaz como ator? 

PETERS: Ah, cara, essa é uma ótima pergunta. Ele vê coisas que eu nunca pensei que interpretaria em minha vida, com qualquer um dos personagens que ele me fez representar. Além disso, interpretar Kai foi obviamente muito intenso. Ele perde a cabeça, por isso foi muito desafiador entrar nessa área. A quantidade enorme de diálogos que recebi foi bastante chocante. Não sabia se conseguiria memorizar tudo isso. Algumas temporadas, tive grandes cenas para fazer, mas essa foi muito densa em cada episódio. Depois dos episódios 8 e 9, pensei que eles iriam passar para Sarah [Paulson], eu não teria tantos diálogos e teria um descanso, mas havia ainda mais. E então, com o episódio 11, houve ainda mais do que isso. Eu estava em choque. Eu não sabia como seria capaz de fazer isso. Foi um processo muito assustador. Acabei de fazer. Eu tinha que apenas me levantar e fazer isso. Não havia tempo para pensar.

Normalmente, eu penso demais. Rumino, marino e cozinho nessa porcaria toda, mas não tinha tempo. Não tive tempo de fazer isso. Não tive tempo para adivinhar ou duvidar ou me preocupar, ou qualquer uma dessas coisas. Foi uma lição legal nessa área, onde percebi que talvez não precisasse pensar tanto e nem me preocupar com todas essas coisas, e poderia simplesmente fazer isso e sair da minha intuição e do meu instinto e apenas brincar com isso. Você pesquisa e tenta repassar as coisas o máximo que pode, mas o tempo é limitado e você apenas precisa seguir em frente. Essa foi uma lição muito legal que aprendi, e tenho que agradecer a Ryan por me dar a chance de aprender isso sobre mim e por me dar tanto trabalho nesta temporada para fazer e me desafiar. Foi muito gratificante.

Esta temporada realmente se baseou na fonte de material mais horrível que existe, concentrando-se na eleição presidencial de 2016. Você achou esta temporada, em particular, a mais assustadora porque chega tão perto de nossa situação de vida atual, ou você acha que o terror sobrenatural é mais assustador do que o terror da vida real?

PETERS: Assisti ao epis√≥dio 6, com o tiroteio, e pensei: ‚ÄúIsso √© real. Isso est√° realmente acontecendo.‚ÄĚ Na s√©rie, era uma escala pequena em compara√ß√£o com o que estava acontecendo no mundo real e isso era o que mais me assustava. √Č triste e assustador e um pouco perto demais do que vivemos. Eu acho que foi bom eu ter visto isso e sentir isso porque essa merda est√° acontecendo muito agora e √© muito, muito assustador. √Č assustador, nesse aspecto, quando chega perto de que vivenciamos. Quando crian√ßa, eu tinha mais medo de coisas sobrenaturais, fantasmas e goblins e o Guardi√£o da Cripta de Contos da Cripta. Sempre tive medo de que ele me perseguisse escada acima, quando era crian√ßa. Mas ent√£o, conforme voc√™ envelhece, voc√™ fica tipo, ‚ÄúTalvez possa existir, mas eu realmente n√£o vi nada disso‚ÄĚ. Ent√£o, voc√™ v√™ as coisas da vida real e realmente atinge um nervo em seu sistema nervoso central e voc√™ come√ßa a ter medo real em sua vida cotidiana. Acho que essa temporada foi muito assustadora, por esse motivo.

Qual foi a sua abordagem para encontrar Kai? Você queria encontrar maneiras de torná-lo compreendido e esperava que os espectadores pudessem de alguma forma encontrar uma maneira de simpatizar com ele ou pelo menos entendê-lo, ou você o via como alguém que realmente não tinha esperança de redenção? 

PETERS: Quando li o epis√≥dio 5, que continha a hist√≥ria da fam√≠lia, me senti mal por ele. Eu simpatizei com ele, dessa forma. Qualquer um que passa por isso, e ent√£o ter seu irm√£o fazendo isso para encobrir, √© loucura e bagun√ßaria totalmente algu√©m, especialmente se eles j√° tivessem alguns problemas √≥bvios. Isso me ajudou a simpatizar com ele, mas ele continuou a levar as coisas longe demais. Ele se perdeu. Ele apertou um bot√£o e foi para outra √°rea. N√£o acho que possa haver muita simpatia, mas h√° o fato de que ele perdeu sua fam√≠lia e est√° t√£o longe que matou o que restava de sua fam√≠lia. Acho que a crian√ßa ainda est√° dentro dele, querendo uma fam√≠lia e querendo ter pessoas ao seu redor que o amem. √Č a√≠ que ele quer ser um l√≠der de culto e ter todas essas pessoas o amando e admirando. E ent√£o, isso tomou conta de sua alma e de suas entranhas, e ele acabou matando as coisas que ele mais amava. Nesse caso, acho que voc√™ poderia simpatizar com ele, mas tamb√©m acho que qualquer pessoa que tenha ido t√£o longe deve ser interrompida.

Como foi enfrentar indivíduos tão infames como Charles Manson, David Koresh, Jim Jones, Marshall Applewhite e Andy Warhol, e ainda assim ter Kai sendo o mais cruel de todos eles? 

PETERS: Eles s√£o todos muito tristes e terr√≠veis, √† sua maneira. O fato √© que aquelas outras pessoas eram reais e todas aquelas coisas aconteceram, na vida real. A parte mais maluca √© que isso realmente aconteceu. As fam√≠lias das pessoas foram arruinadas e pessoas morreram. A parte mais assustadora sobre isso √© que realmente aconteceu. √Č realmente assustador!

Houve um dos líderes de seita que você achou mais desafiador para interpretar ou cada um era seu próprio desafio? 

PETERS: Cada um tinha seu pr√≥prio desafio. Assisti a muitos v√≠deos no YouTube e os ouvi falar muito. Eu os vi pregar e assisti a entrevistas com eles, e tentei identificar seus trejeitos e vozes. Ent√£o, voc√™ tem que pesquisar no que eles acreditavam, quem eles eram, o que estava acontecendo ao seu redor e seu culto. Jim Jones foi um dos mais desafiadores. Eu n√£o me pare√ßo em nada com ele, ent√£o eles fizeram v√°rias pr√≥teses, o que foi muito legal. Tamb√©m era o mais dif√≠cil de pesquisar porque era o mais triste. Eu ouvi a pr√≥pria fita, no YouTube, dele dizendo aos seus seguidores para beberem Kool-Aid, o que foi horr√≠vel. Mas todos foram desafiadores, √† sua maneira. Todos eram desafiadores, na maneira como falavam, fosse um sotaque, seu tom de voz ou o que quer que fosse. Manson foi dif√≠cil porque √© Charles Manson. Ele √© incrivelmente famoso, e todo mundo o conhece e j√° o viu. Existem diferentes est√°gios do Manson, tamb√©m, com o jovem Manson, estando na pris√£o por um tempo, o Manson, e o Manson mais velho. H√° uma gama de entrevistas online dele agindo de maneiras diferentes, ent√£o foi realmente sobre como deix√°-lo louco e como ele seria sedutor. Era algo desafiador de se interpretar. Al√©m disso, encenar contra mim como Manson foi dif√≠cil. Koresh foi dif√≠cil por causa das crian√ßas. Trabalhar com as crian√ßas e falar como Koresh com elas era muito estranho. Parecia errado em tantos n√≠veis. Fiquei feliz por todos os pais estarem l√° para dizer, ‚ÄúN√£o, n√£o √© real! √Č um programa de TV!‚ÄĚ E ent√£o, Andy foi dif√≠cil porque muitos grandes atores interpretaram Andy Warhol. Isso foi um pouco estressante, para dizer o m√≠nimo.

Você recentemente fez outro filme dos X-Men, X-Men: Fênix Negra. O que você achou da experiência de trabalhar com Simon Kinberg como diretor? Ele está na franquia como produtor, mas é seu primeiro filme como diretor, então como ele lidou com um filme de orçamento tão grande? 

PETERS: Ele foi √≥timo! Ele esteve no set de todos aqueles filmes, ent√£o ele viu tudo acontecendo. O que √© legal nisso √© que ele √© o escritor e sabe o que quer. Ele conhece a hist√≥ria. Ele estava sempre no set ajudando, mas agora ele fica no comando, o que √© muito legal, porque eles s√£o realmente beb√™s de Simon. Foi legal v√™-lo ter sua vis√£o completa, totalmente sua. Foi √≥timo trabalhar com ele. √Č uma oportunidade legal, e estou feliz por ele ter feito isso porque foi muito legal.

Você também assinou contrato para o próximo piloto de drama FX de Ryan Murphy, Pose (junto com Tatiana Maslany, Kate Mara e James Van Der Beek), o que parece uma história interessante com um grande elenco. Com o que você está mais animado, com o mundo que ele está criando para essa série?

PETERS: √Č fant√°stico que ele esteja dando √† comunidade transg√™nera a oportunidade de realmente perseguir seus sonhos e agir. Ele est√° dando os pap√©is para pessoas transg√™neras reais, o que eu acho incr√≠vel e muito emocionante. Estou feliz por trabalhar com ele, aprender e crescer. A hist√≥ria contece em 1987, durante a cultura do baile em Nova York. √Č uma √©poca hist√≥rica, e foi uma √©poca muito complexa para as pessoas trans. Mas √© complicado. Voc√™ quer fazer tudo certo. Nunca √© um papel f√°cil com Ryan. Ele sempre me d√° algo complicado e interessante, e algo com que me desafiar. √Č por isso que estou animado tamb√©m.

 

Fonte: Esquire Magazine

O fantasma de Tate Langdon est√° deitado em um sof√° de veludo verde em uma mans√£o centen√°ria em Los Angeles. Ele est√° cercado por murais pintados a m√£o com temas aleg√≥ricos, lumin√°rias e lustres art d√©co. Uma cena tirada diretamente de American Horror Story, exceto que √© a vida real e n√£o tem fantasmas; Evan Peters o ator americano de 32 anos de idade que interpretou Langdon – e um bando de outros personagens – em AHS e √© provavelmente bem conhecido por seu papel como Merc√ļrio nos filmes mais recentes de X-Men.

Peters est√° em Los Angeles para aproveitar seus √ļltimos momentos de descanso, antes de embarcar em uma grande e agitada turn√™ de divulga√ß√£o, indo de um continente para o outro para promover o mais novo filme de X-Men, F√™nix Negra. N√≥s estamos propositalmente nesta casa hist√≥rica para uma sess√£o de fotos, mas uma estranha coincid√™ncia marca o dia.

Um caracter√≠stica de longa data de AHS √© inserir de maneira divertida figuras hist√≥ricas reais em uma narrativa de fic√ß√£o de diferentes gera√ß√Ķes – um tipo diferente de cameo. A perversa Madame Delphine LaLaurie, de New Orleans, √© uma das vil√£s do Coven; Serial killers conhecidos como Aileen Wuornos e Richard Ramirez jantam juntos em Hotel.

Como um espectador, você nunca sabe quando outra pessoa da história vai se juntar à narrativa atual. Esse tema recorrente ganha vida depois que a sessão de fotos muda para o andar de cima e Evan fica cara a cara com uma foto aleatória: um retrato emoldurado do famoso empresário de talentos Jeff Wald e do presidente Jimmy Carter, embora nenhum dos dois tenha qualquer conexão aparente com esta casa.

Carter √© um rosto familiar para o resto de n√≥s, mas √© a imagem de Wald que choca Evan. Wald era o marido e empres√°rio de Helen Reddy, ativista e cantora do hino vencedor do Grammy de 1972 “I Am Woman”. Evan j√° conhece todos esses fatos porque acabou de filmar a cinebiografia de Reddy na Austr√°lia.

Ele interpreta Jeff Wald.

Ao longo da tarde, enquanto ele fala extensamente sobre sua vida e carreira, vários eventos fatídicos acontecem. Como se estivéssemos reunindo as reviravoltas de um programa de TV de Ryan Murphy, todos começamos a sentir que há algo mais, uma força desconhecida, por trás desta reunião. Será que Peters poderia ter se encontrado nesta casa em particular não apenas porque o roteiro dizia isso, mas por algum outro motivo misterioso?

 

Em F√™nix Negra, Peters reprisa seu papel como Merc√ļrio, e cada apari√ß√£o agora tem uma sequ√™ncia CGI que rouba a cena, onde o Merc√ļrio salva o dia de forma divertida, tratando os objetos e as pessoas na sala como se fossem parte de seu pr√≥prio improviso de cena, mexendo em uma bala aqui, fazendo um moonwalking por uma explos√£o ali. Essas cenas agora se tornaram momentos esperados dignos de um trailer.

Tornar-se parte desta fam√≠lia Marvel significa trabalhar ao lado de Hugh Jackman, Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, Jessica Chastain e outras estrelas. Este √© o tipo de lista grupo A que faz Evan pensar: “o que estou fazendo aqui?” Ele jura que n√£o tem muitos momentos Hollywoodianos, mas fazer parte dessa franquia os cria.

‚ÄúNo primeiro dia em que estive no set de X-Men,‚ÄĚ ele disse, ‚Äúcom minha peruca cinza, caminhando at√© o set e saindo de l√° est√° Hugh Jackman. Ele √© enorme, e ele disse, ‘ei cara’. Eu estava tipo, ‘ei, e a√≠’. Foi um momento surreal porque assisti a esses filmes minha vida inteira.‚ÄĚ

Sua ‚Äúvida inteira‚ÄĚ come√ßou em St. Louis, onde ele cresceu como o ‚Äúgarotinho atarracado‚ÄĚ que faria qualquer coisa para arrancar uma gargalhada. Quando ele tinha 15 anos, se mudou para Los Angeles, com o apoio de sua m√£e, para continuar atuando. Ele rapidamente encontrou pap√©is e teve que come√ßar a estudar em casa no primeiro ano do Ensino M√©dio. Embora sinta que perdeu na parte da educa√ß√£o, ele n√£o sente que perdeu os marcos sociais como o baile e a vida no dormit√≥rio da faculdade. Era apenas diferente.

‚ÄúT√≠nhamos uma casa √≥tima que chamamos de Wilton Hilton. Era como uma casa de fraternidade. Era incr√≠vel. Garotos e garotas moravam l√°, mas era uma casa muito divertida. Atores, m√ļsicos, gente que trabalhou nos efeitos especiais, fot√≥grafos, todo mundo. Eu era um colega de quarto honor√°rio. Eu meio que morava no sof√°.‚ÄĚ

Nesse ponto de sua carreira, ele estava conseguindo pap√©is em v√°rios epis√≥dios em programas de TV como Phil do Futuro da Disney. Nos bastidores, “somos apenas um grupo de amigos e todos n√≥s sa√≠mos e vamos ao The Grove [shopping] para o karaok√™‚ÄĚ. (Can√ß√£o de karaok√™ favorita: ‚ÄėInformer‚Äô do Snow porque ningu√©m sabe a letra.)

Peters realmente n√£o se envolveu em muitos problemas durante aqueles primeiros anos. Isto √©, fora acabar na infame lista de conquistas que Lindsay Lohan escreveu no verso de um cart√£o Scattergories. Ele ri disso. ‚ÄúIsso foi uma loucura. Sim, todos os amigos de onde eu morava estavam tipo, “o qu√™ !?” Eu estava tipo, “sai daqui”.‚ÄĚ

 

Na verdade, no que diz respeito a crimes, ele mant√©m isso s√≥ nas telas. Embora ele tenha interpretado o mentor do roubo em American Animals, o pior que ele fez na vida real foi estar por perto quando seu amigo decidiu roubar um ambientador do Wal-Mart. ‚ÄúEu realmente n√£o sei por que ele fez isso. Talvez o quarto estivesse fedendo e ele s√≥ quisesse um purificador de ar? Acho que foi s√≥ pela emo√ß√£o de fazer isso.‚ÄĚ

Se Peters planejasse um assalto, o √ļnico item que ele cobi√ßaria o suficiente para arriscar a puni√ß√£o seria o Wurlitzer de Paul McCartney. ‚Äú√Č uma esp√©cie de teclado bem pequeno. Eles s√£o old school. S√£o incr√≠veis.” Isso faz sentido, considerando que o melhor presente que ele recebeu foi quando era crian√ßa e seus pais lhe deram um teclado de Natal. E sim, ele ainda tem.

Mas essa n√£o √© sua mem√≥ria de inf√Ęncia favorita. Essa experi√™ncia foi superada por per√≠odo que estava doente, que ele passou sentado em seu pufe, jogando Mario em seu Nintendo 64 e assistindo Snick √† noite, o bloco de programa√ß√£o infantil semelhante aos programas em que ele seria escalado para seu primeiro papel.

Ocorre a ele: ‚ÄúIsso foi … pregui√ßa? Um dos sete pecados capitais, certo? Tenho que trabalhar nisso.‚ÄĚ Mas, como adulto, sua prefer√™ncia por um ritmo mais lento n√£o diminuiu. Ele admite que tem o apelido de Velho Peters porque gosta de ir para a cama cedo. Ele brinca: ‚ÄúO velho Peters n√£o quer sair hoje √† noite‚ÄĚ. A menos que seja karaok√™, “que √© muito de velho”.

Sua piada √© um lembrete de que o verdadeiro Evan Peters n√£o √© uma vers√£o dos personagens sombrios e atormentados que ele interpretou nos √ļltimos anos. Na verdade, alguns de seus primeiros pap√©is em longas-metragens foi interpretar o ajudante pateta, como o vimos em Kick-Ass e Quebrando Regras (Never Back Down). Ele se relaciona com o aspecto de aspirante desses personagens.

‚ÄúEu me sinto como se fosse totalmente um aspirante. Como se eu nunca fosse exatamente o que quero ser exatamente.” Para especificar, pergunto a Peters a carreira de quem ele deseja imitar. Ele responde rapidamente: “A de Fassbender.” E ent√£o acrescenta: ‚ÄúGosling, DiCaprio, Clooney, Hanks. A lista n√£o tem fim. Esses caras s√£o incr√≠veis. E eles s√£o atores brilhantes. Bradley Cooper.‚ÄĚ

Nem mesmo suas tatuagens n√£o s√£o perigosas. Peters tem duas. “MOM” (m√£e) est√° impresso em seu ombro esquerdo. Ele afirma que sua m√£e adora. E o que o pai dele acha? ‚ÄúTalvez eu devesse colocar “DAD” (pai) no outro bra√ßo.‚ÄĚ Mas ele rapidamente abandona sua pr√≥pria ideia.

“Bem, isso √© um pouco estranho.”

Ele também tem um carimbo de polegar para cima em sua mão direita. Ele estava em uma festa no W Hotel e depois disso, impulsivamente, conseguiu que o carimbo de entrada se tornasse uma tatuagem permanente. Pergunto se agora ele ganha descontos no hotel. Mas ele não saberia porque ele não voltou desde então.

American Horror Story √© conhecido por reformular os mesmos atores em diferentes pap√©is, ent√£o rostos familiares continuam surgindo em novos cen√°rios. √Č uma peculiaridade divertida. A propriet√°ria da casa hist√≥rica usada na foto de hoje, Alex McKenna, passa pelo equipamento fotogr√°fico. Uma atriz loira com uma aura atemporal, ela tem um chihuahua chamado Tallulah debaixo do bra√ßo.

Peters não a conhece, mas como se fosse parte de um elenco, ele imediatamente a reconhece como a mesma mulher que estava sentada ao lado dele em uma aula de atuação na noite anterior. Todos ficam um pouco surpresos com isso e se torna a conversa sobre set. (No entanto, estou mais surpreso que um ator tão bem sucedido como Evan Peters ainda opte por fazer aulas de atuação.)

Depois da sess√£o, Peters se junta a mim naquele sof√° verde, agora em jeans rasgados, cabelo desgrenhado, ainda molhado das √ļltimas fotos em que posou no chuveiro. N√≥s deixamos de lado todas as estranhezas da casa e conversamos sobre seu relacionamento de longa data com American Horror Story.

O programa de antologia da FX, criado por Ryan Murphy e Brad Falchuk, obteve 89 indica√ß√Ķes ao Emmy, com 16 vit√≥rias. Embora a nona temporada seja a primeira em que Peters n√£o far√° parte do elenco, ele ainda estar√° assistindo como um espectador. E os lembretes de sua passagem pela AHS nunca est√£o longe.¬†Literalmente.

‚ÄúEu tenho as m√£os!‚ÄĚ

Peters est√° se referindo √† pr√≥tese de “garra de lagosta” que ele usou ao interpretar Jimmy Darling em AHS: Freak Show, um homem com ectrodactilia, que causa fenda nas m√£os. ‚ÄúO departamento de maquiagem √© incr√≠vel e eles me deram algumas m√£os de madeira e eu tamb√©m ganhei um molde de silicone. Cada vez que eu os usava, eles colocavam um novo conjunto e jogavam fora. Ent√£o, eu tenho um desses conjuntos. ‚ÄĚ E essas m√£os vivem no covil de Peters, em uma pequena caixa de madeira com o r√≥tulo Jimmy Darling.

A pergunta mais comum feita a Peters √© “qual era seu personagem favorito para interpretar”, e sua resposta nunca vacilou: Tate Langdon, o jovem atirador da escola e fantasma, preso na Murder House da primeira temporada de AHS. ‚ÄúN√£o sab√≠amos o que era a s√©rie, era emocionante e era louco. Ele era um personagem t√£o complexo, como se o dualismo envolvido com aquele cara fosse um verdadeiro desafio de interpretar. E Taissa [Farmiga]. Havia algo de m√°gico nisso. ‚ÄĚ

 

Isso foi no come√ßo, quando Peters s√≥ tinha que interpretar um personagem por temporada. Na s√©tima temporada, Cult, Peters estava passando por v√°rias personalidades, muitas delas infames l√≠deres de seitas. Peters fez seu dever de casa, assistindo document√°rios e lendo Seductive Poison (“Veneno Sedutor” em tradu√ß√£o livre), um livro de mem√≥rias de uma mulher que sobreviveu a Jonestown.

Peters entende que os cultos nunca come√ßam como cultos. Eles come√ßam como movimentos ou igrejas ou utopias. Com l√≠deres carism√°ticos, eles re√ļnem seguidores com suas mensagens de amor, aceita√ß√£o e esperan√ßa. Mas, eventualmente, o poder crescente e a natureza insular apagam a luz. Ent√£o, a qual culto Peters teria aderido em seus primeiros dias, antes de se tornar obscuro?

‚ÄúProvavelmente o de Jim Jones. Quer dizer, apenas culturalmente foi um movimento incr√≠vel, reunindo todos, todas as diferentes ra√ßas e n√≠veis de pobreza, viciados em drogas. Todos foram bem vindos e convidados e parecia uma comunidade muito legal que apoiava bastante.‚ÄĚ

Peters tem o carisma. E os seguidores. Felizmente, o √ļnico culto do qual ele faz parte √© o fandom por seu trabalho. Na Comic-Con ele conheceu uma jovem admiradora, de cerca de 20 anos, que tinha uma tatuagem √ļnica. ‚ÄúEla tatuou meu rosto, como Tate, em sua coxa! E eu fui tocado por isso. Isso √© incr√≠vel, mas tamb√©m √© tipo, ‚Äėcara, minha cara? Na sua coxa? ‘Tem certeza que quer fazer isso? ”

Uma r√°pida pesquisa no Google mostra que ela n√£o √© a √ļnica a pintar permanentemente o rosto de Peters em seu corpo. Com habilidades art√≠sticas variadas, a maioria √© da ic√īnica imagem do esqueleto de Tate Langdon. Mas outros personagens que Peters interpretou, Sr. March e Kai Anderson, tamb√©m foram imortalizados na pele.

Assim como o Merc√ļrio. Quando ele conseguiu o papel, foi mais que um sonho de toda a vida, mas isso foi antes de Peters saber que trabalhar ao lado do verdadeiro Wolverine levaria a momentos de decep√ß√£o. Ele explica que quando Jackman ergueu pela primeira vez suas “garras” no set de X-Men: Apocalipse, ele ainda n√£o tinha lido o roteiro.

E quando as garras de Wolverine sa√≠ram pela primeira vez, ele ficou surpreso ao ver ossos em vez de adamantium met√°lico. ‚Äú√Č uma apar√™ncia bem nojenta e eu fiquei tipo ugh. E [Jackman] disse, “Oh, isso √© bom. Voc√™ deve fazer isso”.” Sim, Evan Peters, com anos de experi√™ncia com sangue em American Horror Story em seu curr√≠culo, ficou enojado com os ossos de Wolverine.

Peters levanta a m√£o e aponta para o acolchoamento onde seus dedos encontram sua palma, ‚Äúmas o que voc√™ n√£o percebe √© que [os ossos] s√£o apenas uma pequena placa que tem esses ganchos, que [Jackman] puxa para dentro e para fora. Eles obviamente n√£o saem de sua m√£o. Foi t√£o … insatisfat√≥rio. N√£o v√™-los sair de suas m√£os como uma esp√©cie de truque ou m√°gica. Eu n√£o sabia o que eles iam fazer, mas ele apenas … segura aquilo.”

 

Percebendo a comitiva de cachorros fofos, de tamanhos que caberiam em uma bolsa, que vagam pela casa, pergunto a Peters se ele tem algum animal de estima√ß√£o. Ele fica feliz em falar sobre seu cachorro, Marlon. E ele explica tudo para ter certeza de que sei que o hom√īnimo √© depois de Brando e n√£o do peixe.

‚ÄúEle √© um schnauzer-chihuahua. Eu n√£o sabia o que ele era. Eu o encontrei online. Ele era t√£o pequeno e parecia um schnauzer. Suas orelhas estavam abaixadas na frente. Mas √† medida que ficou mais velho, uma arrebitou e a outra tamb√©m, e ent√£o sua cauda come√ßou a se curvar, e ele est√° se tornando cada vez mais um chihuahua. Eu estava tipo, ‚Äėcara‚Äô, eu nunca quis realmente um chihuahua. ‚ÄĚ

Peters fala sobre como Marlon √© maravilhoso, mas quando pergunto se Marlon o acompanha para o set, ele admite. ‚ÄúInfelizmente, por causa de todas as viagens e trabalho, sou aquele idiota que deu seu cachorro aos pais. Eu sou aquele cara que eu nunca quis ser. Sim, eu sei que √© terr√≠vel. ‚ÄĚ Mas ele passa muito tempo com Marlon toda vez que visita seus pais em St. Louis. E ele estar√° l√° em breve, j√° que atualmente n√£o est√° fazendo “absolutamente nada”. Ele est√° envolvido em todos os seus projetos e n√£o tem outro ainda preparado.

Peters vai passar esse tempo de inatividade visitando sua fam√≠lia, saindo na cidade de Nova York (voc√™ pode descansar na cidade de Nova York ??? ‚ÄúClaro que sim.‚ÄĚ) E ler. Atualmente, ele est√° curtindo Armas, Germes e A√ßo – Os Destinos das Sociedades Humanas. Mas, sua recomenda√ß√£o de livro √© O Homem e seus S√≠mbolos de Carl Jung. ‚Äú√Č sobre olhar em seus sonhos e interpret√°-los. Os s√≠mbolos que o homem usa, e o inconsciente coletivo, e isso √© fascinante. ‚ÄĚ

Ele foi capaz de interpretar um sonho? ‚ÄúEu tinha um sonho recorrente com a culpa de abandonar meu cachorro e deix√°-lo para tr√°s. No livro, h√° uma certa coisa sobre o animal ser seu instinto. √Č essa sensa√ß√£o estranha de perder o contato com meu instinto porque o abandonei. Ent√£o, √© voltar a entrar em contato com meu eu inconsciente e meu verdadeiro eu. ” Ele d√° de ombros: “N√£o sei se √© apenas culpa por deixar meu cachorro e abandon√°-lo ou se sou eu precisando entrar em contato com meu instinto.”

E √© ent√£o que a casa oferece outra reviravolta estranha. A porta se abre e um pequeno focinho passa por ela. √Č Tallulah. Ela pula no colo de Peters, se aninha na curva de seu bra√ßo e fica l√° pelo resto da entrevista. Um pouco demais para a avers√£o de Peters aos chihuahuas.

O que me faz pensar qual seria o esp√≠rito animal de Peters. Ele pergunta: “O que √© um esp√≠rito animal?” Dou uma defini√ß√£o embara√ßosamente pobre. E Evan conclui: pregui√ßa. Embora ele diga que sempre gostou de chitas. Mas ele insiste que n√£o tem nada em comum com elas, e elas definitivamente n√£o s√£o seus animais espirituais. Ele se compromete com a pregui√ßa.

Isso faz eu me perguntar como um ator, que trabalhou continuamente ao longo de seus anos de formação, descobre quem ele é. Interpretar outros atrapalha seu desenvolvimento porque ele não está passando tempo suficiente sendo ele mesmo? Ou poderia ser o contrário? Ele passou por tantas personas diferentes que pode rapidamente escolher e descartar as características que parecem certas?

 

Peters tamb√©m est√° amadurecendo nos tipos de pap√©is que desempenha. Seu trabalho mais recente na TV foi na primeira temporada de Pose, outra produ√ß√£o de Ryan Murphy e Brad Falchuk, junto com Steven Canals. A s√©rie explora a subcultura do baile LGBT underground que tornou “voguing” um verbo. Peters interpreta Stan Bowes, um yuppie em ascens√£o, casado que se apaixona por Angel Evangelista, uma trabalhadora sexual trans.

Muito diferente dos primeiros dias de Peters na Disney. A s√©rie est√° quebrando barreiras com o maior elenco transg√™nero para uma s√©rie roteirizada e ostentando a primeira mulher transg√™nero de cor a escrever e dirigir um epis√≥dio de televis√£o. ‚ÄúO elenco √© todo transg√™nero real. Portanto, √© aut√™ntico e muito real, e voc√™ aprende muito. Todos ficam empolgados em estar no set. A gratid√£o era contagiante. Fiquei muito orgulhoso de fazer parte disso.‚ÄĚ

Peters não estará na segunda temporada de Pose. O que significa que agora ele está deixando totalmente o ninho de Ryan Murphy. Isso se alinha a outro grande ajuste em sua vida. Seu relacionamento de sete anos e noivado com a atriz Emma Roberts acabou. Como é essa transição?

‚ÄúEu realmente n√£o sei. √Č muito assustador. Eu me sinto solto. Mas tamb√©m √© emocionante. O mundo est√° totalmente aberto.‚ÄĚ Ele est√° namorando novamente. Mas est√° fazendo isso em seus termos. Ele deixa claro que n√£o adora enviar mensagens de texto. Ele est√° procurando pela liberdade, que descreve como “voc√™ faz o que quer. Eu farei minhas coisas e ent√£o nos encontraremos no meio. Vai ser √≥timo.‚ÄĚ Mas, voc√™ n√£o o encontrar√° em nenhum aplicativo de namoro. Ele √© mais tradicional. ‚ÄúEu prefiro ir falar com algu√©m, o que √© assustador, mas isso √© meio que a coisa certa?‚ÄĚ

Todo esse desconhecido é a coisa mais assustadora na vida de Peters. Ele bate na mesa de centro de madeira enquanto admite que nunca teve medo de verdade na vida. E no que diz respeito aos fantasmas e ao sobrenatural, ele ainda não está convencido. “Estou confuso agora. Ainda não vi um fantasma ou interagi com nada sobrenatural. Ainda estou esperando o veredicto para isso, mas é muito louco que estejamos aqui filmando isso e eu estava na aula com Alex na noite passada.

Al√©m disso, sua m√£e conhece Jeff Wald e h√° uma foto de Jeff Wald em sua parede encontrando-se com o presidente Carter. Ent√£o, isso √© um pouco estranho. E talvez seja apenas uma cidade pequena. Talvez? Mas ent√£o, talvez o universo esteja dizendo algo? ‚ÄĚ Mas o que o universo poderia estar dizendo, ele n√£o sabe.

Peters foi incrivelmente aberto, mas havia algumas perguntas que ele nunca conseguiu responder. Por exemplo: ‚ÄúSe voc√™ tivesse os poderes do Merc√ļrio, que momento voc√™ mudaria para ter um resultado diferente? E ‚Äúqual seria o t√≠tulo de suas mem√≥rias? Eu termino com: ‚ÄúQuem te conhece melhor do que voc√™?‚ÄĚ

‚ÄúAparentemente todo mundo. Eu claramente n√£o me conhe√ßo. ‚ÄĚ

 

Mas quem o conhece melhor √© um homem chamado Cheese (Queijo). Seu nome verdadeiro √© Jeff Ward (n√£o deve ser confundido com o mencionado Jeff Wald). Ward interpreta Deke Shaw em Agentes da Shield e tamb√©m interpretou Charles Manson no filme Lifetime, Manson‚Äôs Lost Girls.¬†Evan e Jeff se conheceram em uma mesa de leitura em 2014 e se tornaram amigos rapidamente. Ward tem o mesmo apelido de Cheese para Peters. Como em ‚Äútudo fica melhor com queijo‚ÄĚ. Ent√£o, pedi a Ward para responder √†s perguntas que Peters n√£o conseguia.

Usando as habilidades do Merc√ļrio, qual seria o momento em que Peters mudaria em sua pr√≥pria vida? Ward responde: ‚ÄúEle come√ßou a atuar porque tinha uma queda pelas g√™meas Olsen. Eu suponho que provavelmente seria algo em sua adolesc√™ncia acabar sendo casado com uma delas.‚ÄĚ

Esp√≠rito animal de Peters? ‚ÄúEu n√£o sei por que o leopardo continua vindo √† mente. Evan √© muito inteligente, instintivo e extremamente capaz. Ele √© astuto como um gato selvagem.” Digo a ele que Evan adora chitas, mas caiu na pregui√ßa. ‚ÄúIsso √© t√£o estranho porque eu ia dizer pregui√ßa! Mas, ent√£o eu n√£o fiz porque n√£o √© realmente ele. Juro por Deus que ia dizer pregui√ßa. Ent√£o, n√≥s dois dissemos as duas coisas!‚ÄĚ

Título de uma memória? Cheesy Does It: The Evan Peters Story.

Deixando a brincadeira dos t√≠tulos das mem√≥rias √† parte, Ward tem um profundo respeito por seu amigo. ‚Äú[Evan] √© conhecido por interpretar esses personagens mais sombrios e taciturnos, e √© engra√ßado porque uma grande raz√£o pela qual ele e eu somos t√£o pr√≥ximos √© que somos ambos grandes nerds de com√©dia. Ele √© muito inteligente e n√£o se d√° cr√©dito por isso. ‚ÄĚ

 

√Č verdade que Peters incorporou muitos personagens sombrios. E para aumentar a dificuldade dos pap√©is, muitos desses personagens habitaram diferentes per√≠odos de tempo. Onde o verdadeiro Peters se encaixaria melhor? ‚ÄúEu realmente gosto dos anos 20 e 30. A m√ļsica, a bebida, as roupas, tudo.”

Ele estava totalmente entranhado nesta enquanto interpretava o assassino em s√©rie, Sr. James March, em AHS: Hotel. Completo com um sotaque transatl√Ęntico, ascot e um bigode fino, ele personificava o nouveau riche dos loucos anos 20. Peters olha ao redor da sala de estar desta casa hist√≥rica protegida por Mills.

Constru√≠da em 1927, possui detalhes como querubins esculpidos no manto da lareira e anjos pintados no teto. ‚ÄúIsso √© incr√≠vel. Eles n√£o fazem mais casas como esta. Apenas se atente aos detalhes.‚ÄĚ Eu pergunto como ele decora sua pr√≥pria casa. Ele d√° uma risada t√≠mida. ‚ÄúMuito minimamente. Eu realmente preciso trabalhar nisso. ‚ÄĚ

Na verdade, antes de sairmos, ele pega o endereço de e-mail do proprietário para que ele possa entrar em contato com seu designer. Ele decidiu que este lugar parece certo, a decoração incorpora o que ele deseja para o ambiente. O que significa que esta casa não ainda não deixa totalmente Evan Peters.

Fonte: GQ Magazine
Com papéis esquisitos em American Horror Story and Pose de Ryan Murphy, Evan Peters jura que é totalmente normal pessoalmente.

Evan Peters está determinado a provar que não é uma aberração. Com papeis regulares na série de antologia de Ryan Murphy na FX, American Horror Story, ele interpretou, entre outros personagens no série, um fantasma mentalmente perturbado, um hoteleiro assassino em série, um líder de culto manipulador e Рoh, sim РCharles Manson.

Infelizmente, ele √© muito bom em ser aberra√ß√£o. Seu √ļltimo papel – em Pose de Murphy, um projeto de paix√£o para o produtor e o √ļltimo para FX, que explora a cena de sal√£o do baile de Nova York dos anos 80 que ficou famoso por “Vogue” da Madonna e Paris Is Burning (Paris est√° pegando fogo, em tradu√ß√£o livre) ‚Äď √© minimamente mais leve. Peters interpreta Stan, um subordinado de Donald Trump do ramo imobili√°rio que est√° traindo sua esposa com Angel, uma prostituta transg√™nero que ele conhece no cais de Christopher Street. Branco e heterossexual, Peters ainda √© de alguma forma o exclu√≠do residente na desafiadoramente inspiradora Pose, que tem um elenco que √© amplamente queer e trans, muitos deles pessoas de cor.

Embora seja gratificante, ele gostaria de voltar a ser Evan novamente. Fora do papel, o ator de 31 anos (parece muito mais jovem) usa o uniforme do cara comum: uma camisa preta e jeans largos, junto com t√™nis Golden Goose com estampa de leopardo que exalam um ar de ‚Äúeu sei como me divertir‚ÄĚ.

GQ conversou com ele sobre as partes mais cansativas de seu trabalho, cock socks, aspira√ß√£o a com√©dias rom√Ęnticas e por que seus √≠dolos de atua√ß√£o s√£o Tom Hanks e Robin Williams.

GQ: Você acaba nesses papéis incrivelmente intensos nas séries de Ryan Murphy e no novo filme American Animals.

Sim, n√£o vou mais fazer isso. Acabei de tomar uma decis√£o. Eu disse a mim mesmo: “N√£o posso mais fazer isso.” N√£o sou eu. N√£o √© quem eu sou!

Você parece um cara descontraído.
Eu sou muito bobo, gosto de me divertir. Eu não gosto de gritar e berrar. Eu realmente odeio isso. Eu acho nojento e realmente horrível, e tem sido um desafio para mim. Horror Story meio que exigia isso de mim.

Você interpretou algumas pessoas muito esquisitas.
Eu sei, e tem sido um grande esforço para mim e muito difícil de fazer. Está machucando minha alma e Evan como pessoa. Há essa quantidade enorme de raiva que foi invocada de mim, e a carga emocional que foi exigida de mim para Pose foi de partir o coração, e estou cansado. Eu não me sinto bem.

American Horror Story deu muitas voltas ao longo dos anos. Voc√™ se tornou parte de seu n√ļcleo.
Olha, eu sempre tentei ser capaz de fazer o meu trabalho. [risos] Muitas voltas que eu não sabia que ia dar. Você está à altura do trabalho, mas nunca quis seguir esse caminho. Meus atores favoritos são Jim Carrey e Chris Farley, Tom Hanks, Robin Williams. Robin Williams é o melhor Рser capaz de fazer toda aquela comédia, mas também de partir o coração.

Que tipo de cobrança essa coisa sinistra exige de você?

√Č simplesmente exaustivo. √Č muito desgastante mentalmente, e voc√™ n√£o quer ir a esses lugares nunca em sua vida. E a√≠ voc√™ tem que ir l√° pelas cenas, e acaba integrando de alguma forma na sua vida. Voc√™ est√° no tr√Ęnsito e se pega gritando e pensa: Que diabos? Este n√£o √© quem eu sou. Eu luto muito para combater isso e ter certeza de que estou assistindo com√©dias e saindo com minha noiva [atriz Emma Roberts] e relaxando com amigos e assistindo filmes.

Qual foi a coisa mais difícil de fazer?
Em quase todos os papéis, houve algum tipo de cena de sexo estranha, e cenas de sexo não são fáceis de fazer. Elas são muito constrangedoras, especialmente quando você está na casa dos vinte anos e ainda é estranho.

Aconteceu com você um mal funcionamento da  cock sock (meia de p****).
Suas bolas estão penduradas na frente de Jessica Lange, e é tipo, isso não é normal. Esta é uma experiência muito vulnerável.

Alguma cena traumática que vem à mente?
Uma coisa estranha foi quando eu era o Sr. March [em American Horror Story: Hotel]. Eu estava cortando com a navalha essa pobre garota enquanto fazia sexo com ela. Era simplesmente horrível, estranho e triste. Naquele ponto, era a quinta temporada, e eu estava mais confortável com a equipe, então é tipo, ok, acho que minha bunda estará para fora. Alguns dos primeiros foram muito enervantes. Uma coisa com Kyle [Spencer em American Horror Story: Coven], eu tive que sair da banheira e bater em um monte de coisas e ficar chateado e estava completamente nu. Você está com a cock sock, mas ainda está nu.

Essas cock socks nunca caem?
Sim, claro que sim, o tempo todo. Portanto, h√° uma chance de 50/50 de seu p√™nis sair. √Č um pouco √°spero.

Voc√™ ainda mostrou uma versatilidade impressionante e pode tamb√©m ser vulner√°vel. Estou meio surpreso que voc√™ n√£o tenha sido escalado para uma com√©dia rom√Ęntica.
Estou desejando fazer um desses. Eu adoraria fazer uma com√©dia rom√Ęntica. Tenho assistido a muitas delas. Eu adoro.

Você já fez o teste para alguma?
N√£o √© que eu seja classificado como um s√≥ personagem, mas todas as coisas mais sombrias s√£o mais jogadas para voc√™. De certa forma, tenho que provar que n√£o sou esse cara maluco, e est√° tudo bem. Eu s√≥ consigo ser eu mesmo agora. Eu adoraria ir para uma com√©dia rom√Ęntica. √Č s√≥ uma quest√£o de abrir essa porta para e lutar por ela quando aparecer.

Você é o cara branco e hétero solitário que interpreta o personagem principal em Pose. Houve hesitação em fazer isso?

N√£o houve hesita√ß√£o. Havia apenas curiosidade. Eu nunca tinha visto Paris Is Burning, ent√£o eu assisti e me apaixonei. √Č todo um mundo e uma cultura sobre os quais eu nada sabia. Tem sido uma grande experi√™ncia de aprendizado e cresci muito. Aprendi muito com a comunidade trans. Eles s√£o uma comunidade incr√≠vel e forte, e eles tiveram que lidar com problemas muito maiores do que qualquer coisa que eu j√° tive. Isso me deixa envergonhado.

Não consigo imaginar que você tenha muito em comum com Stan.
Não, mas posso entender a pressão, a necessidade de atuar e ser perfeito e tentar fazer tudo certo, e isso quase faz você querer largar tudo. Você tem que amar seu personagem, mas é triste o que ele está fazendo com sua esposa e filhos. Eu odeio isso. Acho que ele também odeia. Ele não está sendo honesto com ele mesmo sobre quem ele é. Ele não se deixa libertar. Ele está despedaçado.

Você já disse não a qualquer coisa que Ryan Murphy pediu que você fizesse? Sarah Paulson disse que nunca ocorreu a ela.

N√£o, n√£o. Eu confio nele e em sua vis√£o e sua escrita e dire√ß√£o e ele meio que supervisionando tudo. Sei que existe um plano maior, ent√£o sempre chego nele e digo: “Estou em suas m√£os. Vamos fazer isso. Qualquer coisa que voc√™ precisar que eu fa√ßa”.

Como ele é no set? Parece que ele pode ser autoritário.
Ele pode ser quando as coisas estão ruins. Meio que tomando conta um pouco. Mas, na maior parte das vezes, ele é muito engraçado e hilário e amoroso, cuidando de todos e garantindo que todos fiquem confortáveis. Você confia nele.