Fonte: GQ Magazine

Evan Peters: “Eu estou tentando descobrir o que é vulnerabilidade”

Evan Peters levou uma década na busca pela alma para alcançar o grande momento

Mesmo com seu estilo de Brat Pack (*apelido dado a um grupo de jovens atores e atrizes que frequentemente apareciam juntos em filmes para adolescentes nos anos 80.) e um dom para exprimir emoções extremas, o ator do centro oeste americano levou uma década na busca pela alma até alcançar o grande momento. Agora, ele fixamente integrado no grupo de atores da super estrela showrunner Ryan Murphy, juntamente com Jessica Lange e Sarah Paulson, aparecendo em American Horror Story como parte do elenco rotativo de personagens excêntricos – e até mesmo serrando membros com Lady Gaga. Ele encarnou a masculinidade conflituosa na fabulosa e sincera cena do baile no drama Pose e ano passado ele se firmou no seu maior longa metragem como o criminoso Warren Lipka no filme de assalto American Animals. Peters é uma ator que pode fazer tanto algo Cult na TV quanto um genuíno blockbuster: este verão ele estará vestido de azul como Mercúrio em X-Men: Fênix Negra, reprisando um papel na franquia de ação que mantém desde 2014 em X-Men: Dias de um futuro esquecido. Mais tarde, este ano ele vai estrelar a cinebiografia australiana I Am Woman (“Eu sou mulher” em tradução livre) como Jeff Wald, marido e empresário da ícone feminista Helen Reddy.

Para uma das duas capas do GQ Style SS19, Peters é fotografado em LA (Los Angeles) por Jackie Nickerson e estilizado pelo editor de moda sênior Gary Armstrong na Dior SS19 – a primeira coleção de Kim Jones como diretor artístico de moda masculina. Em um almoço discreto em LA, ele se abre para a escritora Eve Barlow sobre as pressões e riscos de sua ascensão à fama e detalha abertamente sua jornada de vida como um garoto do Meio-Oeste que adorava o Disney Channel a estar em cartaz ao lado de Jennifer Lawrence e Michael Fassbender. Continue lendo para uma prévia exclusiva de nosso artigo em profundidade com o novo sonhador aventureiro de Hollywood.

Sobre a pressão de interpretar um protagonista

“Estou tentando descobrir o que é vulnerabilidade. É uma sensação tão maluca que nem consigo descrever. Interpretar Stan [em Pose] foi difícil. Muito difícil. Mas foi uma experiência de aprendizado. Eu encaro todos esses papéis como experiências de aprendizagem. Espero que hoje em dia haja mais liberdade para explorar, contar ótimas histórias e encenar o papel que você quiser. Agora, mais do que nunca, as pessoas não deveriam ser rotuladas.”

Sobre tirar um tempo sabático depois dos retornos negativos de 2018

“Acho que foi um esgotamento total. Vou fazer uma pausa, me recompor, me aliviar, voltar a ter contato com o que sinto que quero fazer. Não que eu não quisesse fazer nenhum desses papéis – eles são exatamente o que eu queria fazer. Foi apenas de zero a 100 instantaneamente. Eu quero tocar música.”